Farroupilha promove ação para marcar o Dia Mundial de Combate ao Bullying

20 de outubro de 2021

Cartões espalhados por vários ambientes do Colégio, contação de histórias e outras atividades especiais marcam, nesta quarta-feira, o início das atividades alusivas ao  Dia Mundial de Combate ao Bullying (20 de outubro). 

O combate ao bullying no ambiente escolar é abordado durante todo o ano letivo, orientado pela matriz socioemocional.

“Questões de convivência, desenvolvimento de habilidades sociais para o enfrentamento de conflitos, além de como se comunicar de maneira assertiva e não-violenta são alguns dos temas que desenvolvemos no dia a dia”, explica a psicóloga escolar Patrícia Moreira. 

Cada nível de ensino adaptou a temática para a faixa etária. Na Educação Infantil, a estratégia de sensibilização começa com a leitura da obra “O Urso Rabugento”, de Nick Bland, e a partir dele, são trabalhados temas como cuidado, amizade, carinho, amor e respeito. Após a leitura, as professoras conduzem um bate-papo com a turma sobre sentimentos e relações.

O trabalho com as turmas de 1º e 2º anos dos Anos Iniciais se dá a partir do livro “Rápido como um Gafanhoto”, dos autores Audrey Wood e Don Wood. Depois da leitura, os estudantes conversam sobre a temática e preparam desenhos para trocar com colegas por meio de um amigo secreto. O livro que inicia a reflexão das turmas de 3º ao 5º ano é “As coisas que a gente fala”, de Ruth Rocha – a história aborda a importância do cuidado com as palavras que são ditas. As turmas de 4º e 5º ano também assistem a um vídeo sobre o tema. A conversa é pautada, também, por perguntas coladas em balões na sala de aula.

O foco das atividades dos estudantes dos Anos Finais e do Ensino Médio é as relações por meio de redes sociais, e a responsabilidade de cada um com opiniões e postagens. Foram penduradas fitas em diferentes espaços do Colégio e, nas pontas delas, pequenos cartões com a frase “Puxe um assunto” na frente e, no verso, uma sugestão de temática para conversar com um colega. Os cartões trazem exemplos negativos de postagens que são frequentes nas redes sociais e perguntas reflexivas, com a finalidade de fazer com que os estudantes pensem sobre sua responsabilidade. O mesmo é proposto nos banheiros, onde foram colados adesivos nos espelhos com molduras que simulam algumas redes sociais.

Em sala de aula, o tema também é debatido com professores e equipe pedagógica.

“Essas discussões filosóficas enriquecem os nossos estudantes no tratamento entre eles e no desempenho que eles vão ter como cidadãos na sociedade”, destaca o professor de Filosofia Artur Bezzi Günther.

 

“Foi muito importante discutir e aprofundar este assunto, relacionando com a natureza humana e como as pessoas se comportam ao receber e praticar bullying. Quando a gente aprende e se informa, consegue se colocar no lugar de quem sofre e de quem faz bullying e sabe como reagir de uma forma melhor ao experenciar isso”, disse o estudante Gustavo Victorino, do 9° ano F, após realizar a atividade.

VEJA TAMBÉM