21 de julho de 2020

Por que não conseguimos enxergar um vírus a olho nu?

 

São dois motivos: o tamanho dos vírus e o comprimento das ondas de luz refletidas por eles.

O olho humano é capaz de enxergar objetos de até 100 micrômetros (µm). Já os vírus são estruturas muito pequenas, tão pequenas que são medidas em nanômetros (nm) – vale lembrar que 1 nanômetro equivale a 0,001 micrômetro, e esse a 0,001 milímetro. O coronavírus, por exemplo, tem aproximadamente 120 nm. Assim, em uma resposta simples, poderíamos dizer que não conseguimos enxergar um vírus a olho nu porque ele é muito pequeno.

Mas, vamos um pouco além: enxergamos a partir da captação da luz refletida pelos objetos – aqui, vale lembrar que a Física define a luz como uma onda eletromagnética e que existem sete tipos de ondas eletromagnéticas (rádio, micro-ondas, infravermelho, luz visível, ultravioleta, raios x e raios gama), sendo algumas delas visíveis e outras não, de acordo com seu comprimento ou sua frequência. As ondas que têm comprimentos de 400 nm a 750 nm estão no espectro da luz visível ao olho humano – representam as cores do violeta (400 nm) ao vermelho (750 nm). Agora, voltando aos vírus: por serem tão pequenos, eles acabam refletindo ondas de comprimento menores do que as que o olho humano, e de qualquer outro animal, pode enxergar.

Mas, talvez, você esteja se perguntando como foi possível aos cientistas enxergarem e até criarem representações gráficas do coronavírus. A resposta é simples: a partir da utilização de microscópios eletrônicos – os ópticos, como o que temos no Farroupilha, nos possibilitam observar estruturas de até 0.2 µm.

Contribuíram para a postagem os professores de Física Luciano Mentz e Gentil Bruscato, que é também responsável pelo Laboratório de Física do Farroupilha, e a professora Tanilene Persch, responsável pelo Laboratório de Biologia.