Estudantes do Farroupilha são premiadas nacionalmente

6 de abril de 2020

Três estudantes da 3ª série do Ensino Médio do Colégio foram premiadas no sábado, 04 de abril, na 18ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que tradicionalmente ocorre na USP, em São Paulo. Neste ano, o evento foi realizado em ambiente virtual em razão da pandemia do coronavírus. Fabiana Luft Bavaresco, Fernanda Luft Bavaresco e Maria Eduarda Baroni da Rosa desenvolveram um projeto para ajudar o consumidor brasileiro a identificar fraudes no leite. Elas foram contempladas com medalhas e certificados digitais, em 4º lugar, na categoria Ciências Exatas e da Terra, prêmio da organização Febrace. Ao todo, o evento contou com 345 projetos finalistas, desenvolvidos por 761 estudantes de 27 unidades da Federação.  “Não tenho palavras para expressar o meu orgulho com essa notícia, justamente em um período em que o mundo busca, a partir da ciência, encontrar soluções para conter a pandemia do coronavírus. Acredito que a escola, a partir da pesquisa, pode e deve incentivar a curiosidade dos estudantes que serão os protagonistas do futuro, promovendo o capital científico”, declarou a diretora pedagógica do Colégio, Marícia Ferri.

Os trabalhos foram avaliados entre os dias 23 de março e 03 de abril. As estudantes desenvolveram uma pastilha efervescente, de baixo custo, capaz de identificar uma fraude comum em um dos produtos mais frequentes na mesa dos brasileiros: o uso do amido para mascarar a adição de água no leite. Basta colocar a pastilha no produto. Se a coloração mudar para azul ou roxo, está adulterado. Se ficar entre branco e amarelado, está tudo certo com a bebida.  Sob orientação da professora Alessandra Faedrich Martins Rosa, as três trabalharam durante dois anos até chegar ao novo método para detectar a fraude. Adicionada ao leite, a pastilha criada pelas meninas indica a presença do amido, possibilitando que os consumidores possam buscar seus direitos e realizar denúncias. “Foi muito gratificante receber o prêmio. Toda a vez que as nossas pastilhas são reconhecidas em mostras como essa, sentimos que o público quer, de fato, ter acesso a um método que garanta a sua segurança alimentar. Acabamos impactando várias pessoas ao longo desses quase três anos de pesquisa”, afirmou Fabiana.

Para colocar o projeto em prática, as cientistas adolescentes visitaram o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, onde acompanharam testes feitos para fiscalizar o leite. A partir daí, elas testaram a eficiência, a durabilidade e a estabilidade do produto que tentavam criar, em cinco formulações diferentes, até chegaram à composição ideal. Com um custo de 37 centavos por pastilha, desenvolveram um produto com validade de 14 dias. “A nossa participação na 18ª FEBRACE é motivo de muito orgulho, e a conquista do 4º lugar representa o reconhecimento do nosso trabalho, como escola e como professora-orientadora. Fazemos parte de uma instituição que estimula e orienta os seus estudantes a serem pesquisadores nas diferentes áreas do conhecimento, com projetos criativos e inovadores”, definiu a professora Alessandra.

Além do prêmio na 18ª FEBRACE, as estudantes também foram destaque no Salão UFRGS Jovem, em 2018 e 2019, e conquistaram o 3º lugar na área de Bioquímica da MOSTRATEC 2019.