Famílias participam de Cuidar é Básico com Dr. José Paulo Ferreira

8 de novembro de 2019

Na noite de quinta-feira, 07 de novembro, aconteceu a última edição de 2019 do programa Cuidar é Básico. O encontro foi com o pediatra e hebiatra Dr. José Paulo Ferreira, que abordou o tema “Quantidade e qualidade: o valor do tempo no desenvolvimento das crianças e adolescentes” com famílias de todos os níveis de ensino.

Considerando a presença dos pais fundamental para o desenvolvimento dos filhos nas diferentes fases de crescimento, a fala do médico trouxe várias dicas para os pais aproveitarem melhor o tempo com seus filhos, bem como para lidar com as pressões cotidianas, entendendo que a qualidade é mais importante do que a quantidade de tempo que se passa com as crianças e adolescentes.

“Todo mundo sabe quanto de carga tem o seu celular. Mas ninguém pensa na própria bateria”, refletiu o especialista, convidando os pais a buscarem identificar como anda sua energia física e emocional e praticar ações que os coloquem disponíveis para si e seus filhos. 

Entre as sugestões dadas pelo Dr. José Fernando aos participantes está o que ele chama de “regra do 1%”: reservar 1% do dia (15 minutos) para uma atividade com os filhos e ir aumentando esse tempo gradativamente. Para isso, o especialista destacou que é importante se desplugar de celulares, obrigações da vida adulta (como fazer a janta dos filhos ou responder e-mails de trabalho), colocar uma roupa confortável e ir para o chão brincar com a criança, entendendo o que ela espera dos pais naquele momento e se dispondo a fazer isso.

Outros pontos destacados pelo médico foram: preparar, desde pequenos, os filhos para lidar com frustrações; demonstrar carinho e afeto; saber que as crianças e adolescentes aprendem copiando os modelos verbais e não verbais dos pais; ser positivo com as crianças (elogiá-las por suas qualidades e colocá-las para refletir sobre o que podem melhorar); incentivar a curiosidade; propor atividades interessantes para fazerem juntos; não acelerar ou retardar o desenvolvimento dos filhos; não entregar tudo de “mãos beijadas” para eles; não tornar as crianças “mini executivos”, com agendas cheias de atividades e sem espaço para brincar.

Ao contextualizar a criação dos filhos em tempos de abuso do uso de telas, o Dr José Paulo recomendou que crianças de até dois anos não tenham contato com esses dispositivos e que após essa idade libere-se de 1 a 2 horas por dia, aumentando esse tempo até a adolescência. “O melhor aplicativo que os filhos podem ter são seus pais. Se vocês querem dar algo valioso para seus filhos, deem seu tempo”, aconselhou o especialista.

Em conversa recheada por vídeos que mostravam comportamentos de crianças que estão “viciadas” em telas, o médico finalizou a palestra com um vídeo sobre o poder de um abraço e recomendou que os pais abracem seus filhos, demonstrem seu carinho.