11 de novembro de 2020

A camada mais interna do Sol, o núcleo, é a região mais quente. Possui cerca de 15 milhões de graus Kelvin (unidade de medida para temperaturas termodinâmicas cujo símbolo é K). É essa temperatura que torna possível a produção de energia a partir de reações termonucleares que transformam Hidrogênio em Hélio. Conforme nos afastamos do núcleo, a temperatura diminui até chegar à superfície solar, que tem cerca de 6 mil K.

Porém, na atmosfera solar, a temperatura volta a aumentar: na fotosfera, camada visível do Sol que se distribui desde a superfície até 500 km, a temperatura pode chegar a 6 mil K. Na cromosfera, a 10 mil km da superfície, pode atingir 100 mil K. Já na coroa solar, um envoltório de plasma superaquecido, a temperatura é de até 2 milhões de graus Kelvin.

Em resumo: a temperatura solar diminui do núcleo até a superfície e volta a aumentar da superfície até a coroa solar. Porém, apesar de voltar a aumentar, a temperatura ainda é maior no núcleo.

Isso acontece porque, no núcleo, as altíssimas pressões provocam as reações de fusão nuclear do Hidrogênio em Hélio. Já o aumento da temperatura na coroa solar em relação à superfície, segundo pesquisas recentes, pode ser explicado pelas erupções solares: quando jatos de plasma são lançados para além da superfície solar.

A pergunta foi enviada por Raquel Pacheco Till, mãe da estudante Isadora, do 6º ano. Contribuiu para a resposta o professor Gentil Bruscato, responsável pelo Laboratório de Física do Colégio Farroupilha.