Psicólogo fala sobre desafios e possibilidades de “adolescer” na pandemia

29 de setembro de 2020

Na noite de terça-feira, 29 de setembro, as famílias e os educadores de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais participaram do encontro do Cuidar é Básico com André Bastos, psicólogo, pós-doutor em Psicologia, especialista em Psicoterapia e Avaliação Psicodiagnóstica, colaborador de pesquisas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e supervisor titular do Contemporâneo: Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade (CIPT). O encontro foi conduzido pela psicóloga educacional Luciana Motta e pela supervisora de ensino da unidade Correia Lima, Sílvia Dias, e teve como tema “Adolescendo em tempos de pandemia: desafios e possibilidades”.

O psicólogo lembrou entre 10 e 13 anos, as crianças passam por uma fase de desenvolvimento chamada pré-puberdade. “Existem mudanças de comportamento e, às vezes, de questões orgânicas, mas não é a puberdade propriamente dita”, afirmou. André destacou que nenhuma criança passou por este desenvolvimento em uma pandemia, e que este momento vem trazendo algumas consequências, como o aumento dos casos de irritabilidade, crianças mais sensíveis, emotivas e reativas, oscilações de comportamento e sintomas de exaustão. “Os pais precisam ajudar quando o sofrimento for muito intenso ou repetitivo – recorrentemente a criança não quer assistir às aulas on-line, tem oscilações de humor ou crises de agressiva, descumpre combinações feitas, etc.”, explicou.

Mesmo durante a pandemia, a criança deve manter a rotina, conviver com a família, fazer refeições adequadas, realizar uma atividade física (mesmo que dentro de casa) e, principalmente, cuidar com o uso das telas.