11 de agosto de 2020

O que é uma língua morta e para que ela serve?

 

“Língua morta” é aquela que não possui nenhum falante nativo, ou seja, ninguém nasce em uma comunidade que fala essa língua. Porém, é estudada e aparece em algumas situações até os dias de hoje. Um exemplo de língua morta é o latim: ninguém tem o latim como língua materna, mas muitas pessoas estudam essa língua, e ela é utilizada em diferentes áreas do conhecimento.

Na biologia, por exemplo, o latim é utilizado para escrever os nomes científicos das espécies. Isso porque, por ser uma língua morta, não sofrerá mudanças ao longo do tempo. Assim, nomeando os seres vivos em latim, em todo o mundo, serão obedecidas as mesmas regras de escrita, e todos saberão “de quem” se está falando.

Além da língua morta, existe também a “língua extinta”, que, além de não possuir falantes (nem nativos e nem pessoas aprendendo), não possui qualquer registro histórico (como uma gramática ou um conjunto de regras que a normatize). Um exemplo é o proto-indo-europeu, considerado como a língua que deu origem a vários idiomas indo-europeus, como o albanês e o grego, mas que não deixou registros ou possui falantes.

Contribuíram para a postagem as professoras Maria Steffens, responsável pelo Laboratório de Português, e Tanilene Persch, responsável pelo Laboratório de Biologia do Farroupilha.