Convenção dos Educadores abre o ano letivo

14 de fevereiro de 2020

O ano letivo 2020 já começou no Colégio Farroupilha. Na quarta-feira, 12 de fevereiro, os educadores voltaram às atividades. Na parte da manhã, como acontece desde 2017, todos participaram da Convenção dos Educadores que neste ano teve como tema “Eu faço o Farroupilha”. Os educadores receberam uma camiseta, uma caneca e um caderno alusivos ao tema. Além disso, foi possível personalizar o cordão do crachá e a camiseta com bottons com atitudes de cada educador que faz o Farroupilha, como “Eu faço o Farroupilha quando sou gentil”, “Eu faço o Farroupilha quando invisto em minha formação”, “Eu faço o Farroupilha quando trabalho em equipe”, entre outros. O tema tem como objetivo sensibilizar os educadores sobre as suas responsabilidades, destacando que é no Farroupilha que eles têm a oportunidade de praticar aquilo que se sabem, que acreditam e que amplia o mundo, e é um lugar para conviver, ensinar e aprender.

Divididos em grupos, os educadores participaram de oficinas para conhecer sobre o trabalho que é realizado em diferentes níveis de ensino e setores do Colégio na área de esporte e bem-estar, nas atividades extracurriculares e no Farroups+, no apoio à aprendizagem, no setor de Tecnologia Educacional (TE), pelo Centro de Idiomas, e projetos ligados ao empreendedorismo, liderança, inovação e socioemocional.

Na parte da tarde, os educadores de todos os níveis de ensino tiveram um encontro com a professora Adriessa Santos, mestre em Ciências, especialista em Neuroeducação e Gestão Escolar e educadora sistêmica sobre “Diálogo entre a neurociência e a educação”. A especialista abordou os desafios para a Educação Infantil, os Anos Iniciais, os Anos Finais e o Ensino Médio e destacou de como os estímulos são importantes para as conexões cerebrais, indicando que a maturação cerebral inicia com as áreas sensoriais e motoras e só termina por volta dos 30 anos de idade. Em relação ao processo de aprendizagem, Adriessa afirmou que a emoção é um fator essencial para o professor. “Muitas vezes a emoção no aprendizado está atrelado ao tom de voz que eu uso e, também, no jeito que o professor olha para o estudante”, disse.

Os educadores dos Anos Finais participaram de um momento com Gustavo Borba, professor do Programa de Pós-Graduação em Design da Unisinos e líder do grupo de pesquisa de Design Estratégico para a Inovação Cultural e Social, sobre pensamento científico e criatividade. Borba falou sobre os fatores fundamentais para conseguir um processo efetivo de aprendizagem, que inclui um estudante ativo, um professor que consegue engajá-lo e um espaço adequado (tecnologia, currículo e estrutura física). “O professor hoje precisa inovar a experiência da sala de aula, criar conexões, sentir a empatia e personalizar a aprendizagem e ter autoconhecimento. Essas competências são importantes para desenvolver outras competências e habilidades nos estudantes”, destacou. Ao abordar sobre projetos de pesquisa, ele trouxe o conceito de “Professor Projetista”. Este educador deve estimular as competências de criatividade, cidadania, comunicação, pensamento crítico, caráter e colaboração.

Na quarta-feira também foi entregue aos educadores que realizam o Open Course os certificados dos exames de Cambridge. Nos dias 13 e 14/02, os educadores tiveram atividades de planejamento, reuniões e organização das salas para receber os estudantes no início do ano letivo.