Os educadores e as suas histórias no Farroupilha

10 de outubro de 2019

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Educador. Por isso, separamos diferentes momentos e algumas curiosidades da história de educadores do Colégio Farroupilha para uma homenagem a todos que, diariamente, atuam na instituição na educação dos estudantes.

TRÊS VEZES FARROUPILHA

A relação com o Colégio começou em 1969 para Luciane Calcara, gerente do Centro de Exames de Cambridge Assessment English do Farroupilha. Ela cursou toda a educação básica na instituição, formando-se em 1980.  Depois, de 1997 a 2010, a sua filha, Marina Duarte Calcara, estudou no Colégio, e foi no ano em que ela se formou que Luciane iniciou a sua vida profissional como educadora do Farroupilha.

ESTAGIÁRIO, AUXILIAR DE ENSINO…E PROFESSOR

Muito pouca gente sabe, mas o professor de Física da 3ª série do Ensino Médio, Luciano Mentz, iniciou a sua jornada no Colégio Farroupilha em fevereiro de 2015, como estagiário do Laboratório de Física. Ele estava na faculdade, e uma professora falou que o Colégio estava com uma seleção para a vaga. No currículo enviado, a experiência profissional em monitoria na UFRGS e em um curso pré-vestibular popular. A seleção foi uma dinâmica com outros estudantes de graduação e uma prova.  “Trabalhava todas as tardes e duas ou três manhãs. Auxiliava nas aulas dos 7º e 8º anos e fazia plantões de dúvidas, além de auxiliar nas aulas do Ensino Médio”, recorda.

A formatura na faculdade foi em fevereiro de 2008 e, como não havia, na época, o cargo de professor de Laboratório, Luciano foi promovido à Auxiliar de Ensino, no mês de março. Nesta época, o educador também auxiliava em atividades com o Ensino Fundamental – Anos Iniciais, e daí que vem uma das suas melhores lembranças. “A maior recompensa que tenha tido seja saber que os estudantes lembram das experiências, e que isso teve impacto na vida deles”, conta Luciano.  Apesar de gostar muito da ocupação no Laboratório, ele queria, mesmo, ser professor de sala de aula. Por isso, em fevereiro de 2012, Luciano saiu do Colégio. O retorno dele ao Farroupilha ocorreu em fevereiro de 2015. Na apresentação dos novos educadores, durante a Semana de Formação Docente, ele foi muito aplaudido pelos colegas, que estavam felizes com o seu retorno.

Na foto, tirada em 2009 no antigo Laboratório de Física, Luciano está com alguns estudantes que hoje estão na 3ª série do Ensino Médio: Sofia Prates de Azevedo, Roberta de Medeiros e Albuquerque, Mariana Tanus Stefani, Lucas Rambo Braga e Juliana Van Den Mosselaar Nunnenkamp.

ATENÇÃO COM A COMUNIDADE ESCOLAR

Eles sabem os nomes das crianças, dos estudantes, das famílias e dos ex-alunos. João Batista Porporati Pereira, mais conhecido como “Batista”, entrou no Farroupilha como segurança, em 1995. Com o tempo, este serviço foi terceirizado, e ele passou a trabalhar na Recepção de Alunos, até 2009. Desde 2011, Batista atua na Recepção dos Níveis 4 e 5 da Educação Infantil.

Já o educador João Batista Barreto Fernandes, o “Barreto”, está desde 1999 na instituição. Durante 15 anos, a Recepção Administrativa foi o seu local de trabalho, mas desde 2014, ele recebe as famílias e os estudantes na Recepção de Alunos.

O que os dois mais gostam no Colégio é o contato com os estudantes e as famílias. A primeira foto foi tirada em novembro de 2003!

EDUCADORES DOS BASTIDORES

Existem diferentes educadores que trabalham na Unidade Administrativa do Colégio, a Associação Beneficente e Educacional (ABE 1858) e que são responsáveis pela organização de diferentes áreas da instituição. Dois deles, especialmente, entraram no Farroupilha como auxiliares e hoje desempenham um papel importante no Farroupilha.

Aristeu Fraga, do setor de Controladoria, iniciou a sua jornada em 1996, como Auxiliar Administrativo. Em 2003, foi promovido para Técnico Administrativo, e, desde 2011, é o Contador do Colégio. Alexsandro Escobar começou na escola no mesmo ano, como Auxiliar de Serviços Gerais e, desde então, foi promovido quatro vezes. Em 2004, tornou-se Técnico Administrativo; em 2010, passou a ser Assistente Administrativo; um ano depois, em 2011, Alex, como é conhecido, era o Analista Administrativo da ABE 1858; e, a partir de 2019, ele assumiu o cargo de Gerente de Serviços.

CARIMBO NO PASSAPORTE

Marina Fischer Meyer estudou no Farroupilha em 2008 e 2009. Nova na escola, ela foi sozinha para um intercâmbio em Madrid, com a professora de Língua Espanhola do Ensino Médio, Margarita Balsemão. Foi na Espanha que ela fez amizade com outras estudantes do Colégio.

Ao concluir o Ensino Médio, Marina foi para a Faculdade de Arquitetura, na PUCRS. Em 2014, cinco após depois de sair do Farroupilha, ela retornou para ser estagiária do Setor de Arquitetura e Urbanismo. Desde 2016, ela é Assistente de Arquitetura. Já Margarita é educadora da instituição desde 1996.

A PROFESSORA DA MINHA VIDA

Sempre temos aquele professor que marcou os nossos estudos. Que foi especial e é lembrado com muito carinho. Para o ex-aluno, escritor e ilustrador Carlos Augusto Pessoa de Brum, o Cadu, essa professora é Cleusa Beckel, que entrou em 1988 no Farroupilha, como Professora Pré-Escolar, e, desde 2003, é coordenadora da Educação Infantil do Colégio.

Ele sempre gostou de ouvir histórias, mas foi no Jardim de Infância, em 1992, que ele teve a possibilidade de criar uma história, no projeto Também Somos Autores. “As aparências não são nome” foi o livro autografado por ele. “O primeiro passo foi dado ali. Continuei escrevendo histórias o resto da minha vida”, relembra Cadu. Quando se formou no Ensino Médio, em 2004, ele lançou o seu primeiro livro, “Tentações, Dardos e Fardos”, e, desde então, Cadu é presença confirmada na Semana Literária do Farroupilha e em algumas atividades da Educação Infantil.