Educadores têm palestra sobre pensamento computacional

25 de abril de 2019

Para encerrar o terceiro dia da Farroups TECH 2019, os educadores participaram de uma palestra sobre pensamento computacional com a professora Dra. Lúcia Giraffa, na noite de quarta-feira, 24 de abril, no Auditório 1.

A especialista abordou o pensamento computacional como uma competência necessária em tempos de cultura digital e como uma estratégia para apoiar a construção do conhecimento.  “O pensamento computacional é um processo cognitivo usado para resolver problemas por meio de uma sequência de passos que chamamos de algoritmos”, explicou. “Envolve a resolução de problemas, o projetar sistemas e a compreensão do comportamento humano, com base nos conceitos fundamentais da ciência da computação: algoritmos, abstração e automação”, completou.

“O pensamento computacional é um adjetivo do pensar contemporâneo”, declarou ao dizer que, em algum grau, todos nós programamos cotidianamente, trazendo exemplos de soluções a problemas que se baseiam na programação: as panelas elétricas que não queimam a comida e a cozinham mesmo sem uma pessoa por perto; as máquinas de lavar e secar roupas; os micro-ondas, entre outros.

A especialista alertou, ainda, que todas as áreas de atuação precisam lidar com a resolução de problemas e que, dessa forma, o pensamento computacional deve fazer parte das práticas de sala de aula. Falou, também, sobre a abundância de recursos tecnológicos disponíveis para uso educativo e deu dicas para os professores escolherem o que usar, como testar antes de levar para a aula; fazer conexão com as demais práticas; buscar sentido em todas as etapas do processo; adaptar às necessidades de cada turma; e integrar no processo de avaliação.

Ao lembrar que estamos vivendo uma quebra de paradigmas, Lúcia Giraffa disse que os professores são consumidores de tecnologia, mas os desafiou, a partir de parcerias com estudantes e colegas de diferentes áreas, a ser produtores dessas tecnologias para que a educação seja impulsionadora de novas tecnologias e não tenha apenas que se adaptar às existentes.